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“Serapicos is a Town”

“Serapicos is a Town”

Gabriel Serapicos e seu irmão, Pedro, juntam um grupo e pronto. A música começa. Mistura de rock, blues, MPB e outros gêneros, o Serapicos está dentre as bandas emergentes do cenário independente brasileiro.

Descontraído e cômico, a maioria das letras são escritas em inglês, todas compostas pelo próprio Gabriel, com influências que vão do cinema de Wes Anderson ao indie pop de Stephen Merrit (foto abaixo). “Comecei a compor com uns 14 anos e, em 2010, com 20, reuni 15 canções para gravar um disco, ´Serapicos is a town´”, conta ele.

Sem label oficial, o projeto parece que é feito na brincadeira, mas requer esforço e dedicação. Para divulgar a sua banda, Gabriel sai ligando para casas de show, passando em lojas de música e fazendo os vendedores ouvirem seu som. “Você leva o álbum, o vendedor ouve e compra se gostar. É um esquema bacana. Ninguém sai prejudicado”.


Em There is No Satisfaction acima, produção independente, você confere o estilo descompromissado da banda. Já Não vá embora, meu amor é um hit romântico bem brasileiro, que lembra um pouco as letras de Arnaldo Antunes. Em todos os clipes, fica clara a alma jovem e de renovação, que merece a atenção do público brasileiro.


Dia 30 de junho, eles vão se apresentar no Teatro Coletivo, na rua da Consolação, 1623. Fizemos uma entrevista com Gabriel Serapicos. Veja abaixo:

Como você definiria a Serapicos?
Gabriel Serapicos - Tem muito jogo de palavras: a letra falando sobre a própria música ou canções respostas a outras músicas. Gosto de brincar com o cômico; misturar crises existenciais com banalidades. É um trabalho de fazer recortes e colagens de estilos, brincar com a própria música, a própria letra. É uma música bastante visual também. Algo como um filme-musical, sem um roteiro muito definido.

Quais são as suas principais influências?
G. S. - A minha principal influência como letrista é um compositor americano chamado Stephin Merrit, da banda The Magnetic Fields. O cara possui um senso de humor e uma sensibilidade fora do comum. Os filmes também acabam me dando bastante ideias para letras. Gosto muito de diretores como Wes Anderson (foto abaixo) e os Irmãos Cohen. Os diálogos e as trilhas são uma grande inspiração para mim. 

Não pretendem assinar com nenhuma gravadora?
G. S. - Não tenho nada contra uma gravadora desde que venha para acrescentar, como auxiliar na distribuição, ou financiar produções mais custosas na parte de áudio e vídeo. Mas abrir mão de certos direitos sobre as canções, para ter em troca uma grana fácil, pode não compensar. Para ser sincero, nem penso muito a respeito disso. Tem rolado de fazer tudo independente mesmo, bancando as produções. Mas penso em gravar o próximo disco fora do Brasil, então esse tipo de coisa, por exemplo, tem que ser pensada com bastante cuidado.

Por ser uma banda independente, rola um desprestígio por parte dos lugares em que vocês tocam?
G. S. - Apesar de termos tocado em lugares sem muita capacidade, nunca houve um desprestígio. Não valeria a pena tocar em um lugar meia boca com gente de caráter duvidoso. O legal do show é criar um clima bacana para o público, então procuro buscar lugares que se enquadrem nesse perfil.

Serviço:

Teatro Coletivo

Rua da Consolação, 1623

Tel.: 3255 5922

Dia 30 de junho